domingo, 4 de junho de 2017

Ossos do ofício

Pois bem... a magnitude com que se faz jus a Língua portuguesa e às ideias exatas devem ganhar certa relevância...
Os números podem alcançar seus formatos infinitos, tanto por duplicata, como por ordem cronológica dos mesmos. Vejamos que o número 11, por si só, é somente 11, mas se duplicarmos, terá 22. O 0 (zero) para mim, é a perfeição maior, pois ele por si só, não representa nada, mas o ofício desse sinal negativo é justamente aumentar. O que não significa nada, pode se tornar tudo. O 5 é somente 5, mas se acrescentarmos dois zeros, terá 500, e ainda na sua duplicata, haverá 1000!! O mesmo não acontece com as letras duplicadas, tanto faz um p, como dois "pes" (pp). Há letras inúteis e letras descartáveis. O som do C é o mesmo do G, o P do Q, do Z e do T, logo.. a natureza, isto é, a origem das coisas, são simples, mas a arte, bem como as transformações das mesmas é que são atrapalhadas.
   (Adaptação "Dom Casmurro", com palavras pessoais)

Milena S.

sábado, 3 de junho de 2017

Língua portuguesa & Literatura

Basta uma caneta e um papel para a loucura vir à tona...

    A Língua portuguesa, na sua famigerada forma, cujos significados fazem jus ao léxico, se mostra complexa, pois se faz necessário muita leitura e entendimento para a total compreensão de seu uso.
     Já a Literatura é fantástica, pois me permite sonhar, viver outras realidades sem sair de onde estou, pois quando quero mostrar o que penso ou o que sinto, simplesmente deixo a caneta deslizar pelo papel suavemente, espontaneamente, criando laços e não obstante, entrelaçando as ideias e sentimentos, criando aquilo que o outro ao ler também chamará de Literatura...Literatura Portuguesa ...

Milena S.

domingo, 19 de abril de 2015

Subúrbios

Se nos toques dos subúrbios avista tamanha alma inquieta,
Não coloques desventuras na áurea; És com silábica e desmedida formosura que me tens.

- Sê-los de diversas mil esculturas, não sede às vis pagãs do requinto - não cede.
Bendiga promiscuidades, arrecadadas aventuranças, torna-te impetuoso. Ides as estatuetas de Massinissa - teu pai.
Procures virtude em teus olhos.
Anseies por eloquências,
Cultives.
E não refrija, pois, aos teus venenos.
Morras por sábias estirpes - boas-venturanças. Não por fidalguias de um obsoleto refúgio.

Milena S.

domingo, 26 de maio de 2013

Polímata

Conguê. Bastonetes de Alcorão.
Recita-tes a conjectura de um ser
Este vil sepulcro da Amazônia
Que vestes pouco o traduzes.

A retaguarda do sujeito
Raça branda à par de celeste
Puxas calabouços pretos
E não sabeis de Ode alguma.

Talvez demagogia sejas tua idiossincrasia
Por ventura- cria-te a serva
que revirás-te-lo, assim, de perfeito.

Se não fostes a pura epístola,
De Elegia- este polímata a sinalar
o arcabouço do epiteto prestígio já o terias logrado.

Milena S.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Dois Agostinos

Pelo espírito de Auguste:
Pormenores refrige-me sua vida,
que por confins desgastaram-na
em invólucro auspício de teu ser.

És somente a pura renascença
Magnífica reitoria do prodígio insano.
Vires, óh Pai, saudação piedosa-
Mestre de jardins prelicosos.

Se a alma de teu ser é fina-
Rebusques à ancíla, neologismos,
Paradigmas de ser miserável Comte!

Do quadro piedoso, talvez pueril
Hostil, pelo limbo de seu pai
És do bardo remunerado sentimento.

 Auguste.

Vide, pois:

Não eres seu pai, criança, sou eu: a aniquilação
perpétua que logra de teu verdadeiro ser.
Não devolvas a chave. Contenhas a palavra
que é mestre de qualquer punição-
ignóbil que sejas.

Auguste, Pai Comte.

Milena S.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Miscigenação

Na procura íngreme da libido
Por outrora aventurar-se a devaneios vãs
Ora prenunciar às castidades
No ímpeto desmazelo.

Sereis um rei de Moldávia
Cujo brando não ratifica a oração
De vista- polissíndeto
De vasta polissemia.

Aquele vassalo, poliglota de chinês
Retomas a metonímia, e casto.
Direi Hebreu para Jebuseus
1000 a.C, toma-te o Rei Davi.

Montanha das Oliveiras; és um bardo.
Velho testamento, clama a piedade;
E- índole sacrossanta, a devassidão.
Deste provérbio, recrutais, óh Alcorão!

Milena S.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Mortífera Elegia!

Sê se pudera o Espírito de Pessah-
Transbordar neste míope religioso,
À sinalar as alquimias benévolas
- E outrora retomar o bardo recôndito!

- É de vides, Homero, que te retardas a "Literature",
E, toda a entidade a que reges;
Talvez perdida, ora recôncavo-
Just Renegar. Just tardar à idiossincrasia de uma epígrafe.

No Egito, os predecessores refinam a espécie
Do primogênito que badalou a serva.
-Basta! Somente "La Pessach",
Eis a última blasfêmia de "Libertas Quae Sera Tamen!"
 
Não vos refrijas meras eminências, Mon Senhor,
Pois, na retaguarda de vosso severo castigo
Ele saberá a causa providencial
-Dayenu, aqui! Literatura, acolá!

Milena S.